Nova ferramenta de trabalho otimiza resolução de demandas no HCI

O Hospital de Cuidados Intensivos (HCI), que faz parte da rede estadual de saúde, utiliza a ferramenta Daily Huddle para aperfeiçoar atendimento oferecido aos pacientes. A tradução da expressão em português quer dizer encontro diário e a proposta é incluir na rotina de trabalho duas reuniões diárias curtas, geralmente levando apenas cerca de 15 minutos, conduzida pelo líder da equipe no início e no fim do dia. 

O projeto está sendo desenvolvido nas UTIs do hospital, por meio do Programa Todos Pela Saúde, do Itaú. Durante o Daily Huddle as lideranças multiprofissionais das áreas médicas, de enfermagem, fisioterapia, farmácia, nutrição, administrativa, limpeza e manutenção, discutem o que tem de ação imediata para ser resolvida naquele dia, que seja de competência de um dos setores. 

A dinâmica funciona com um quadro com perguntas diretas e os responsáveis por cada setor vão respondendo sim ou não. São demandas relacionadas a medicamentos, insumos, materiais, equipamentos em manutenção, qualidade e segurança do paciente, quantos leitos disponíveis e ocupados, pendências laboratoriais, óbitos, pacientes de regulação, entre outros. O objetivo é melhorar a rotina do setor e resolver de forma mais efetiva as pendências de curto prazo, como explica a coordenadora de farmácia Rafaela Nogueira. 

“São demandas gerais do hospital. Fazemos o levantamento do que tem para ser resolvido na rotina e de imediato com prazo até o fim do dia. É interessante porque a equipe inteira fica ciente do que está acontecendo naquele setor. E cada liderança repassa para toda a equipe toda, disseminando a informação”, explicou. 

Na visão do diretor administrativo do HCI, Luís Henrique Malfitano, o Daily Huddle reflete na melhoria da qualidade da assistência oferecida pelo hospital. “Utilizamos o huddle para resolver problemas pontuais e melhorar o fluxo de atendimento. A comunicação diária da equipe ajuda a se envolver mais no trabalho. Melhora a informação e otimiza os resultados”, analisou. 

Outro impacto percebido foi a integração da equipe. “A comunicação está muito mais assertiva. Assim, conseguirmos resolver mais rapidamente demandas simples. Identificamos, pontuamos quem é o responsável, e partimos para a resolução imediata. Até mesmo em relação a dúvidas que surgem”, detalhou Rafaela Nogueira. 

O Hospital de Cuidados Intensivos (HCI) é gerenciado pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH) e integra a rede de atendimento a pacientes com coronavírus no Maranhão.