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O Centro Especializado de Atendimento ao Adolescente e Adulto com TEA 12+ realizou, na segunda-feira (16), o encerramento da primeira turma do curso de Orientação Parental de Manejo de Crise. O curso, que teve duração de dois meses, ampliou o debate e orientações técnicas sobre o tema.
O curso faz parte do projeto Compartilhar, desenvolvido na unidade com o objetivo de estender o cuidado para famílias e cuidadores de pessoas com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista.
“O projeto foi idealizado para dar suporte e acolhimento as famílias. Dentro do projeto temos diferentes níveis de intervenções, é um grupo de orientação parental, que tem o objetivo de capacitar pais, antever comportamentos inadequados, crises agressivas e saber como lidar em situações como essas. Devemos lembrar que as crianças, adolescentes, estão a maior parte do tempo nos lares ou em qualquer outro ambiente, aos cuidados dos pais, e é importante saber evitar situações de crise, saber lidar nessas situações”, explicou a diretora-geral do Centro TEA 12+, Eliana Bomfim.
Dentro do projeto existem algumas camadas de intervenção para atender as diversas subjetividades das famílias atípicas, dentre elas, o grupo de orientação parental, com o objetivo de auxiliar responsáveis/cuidadores criando estratégias à luz da análise do comportamento com casos reais.
“Aqui, eu aprendi a como lidar com meus filhos, adquiri habilidades e sabedoria. Quando meu filho entra em crise, eu aplico as técnicas e a situação está mais confortável para mim e para meu filho”, pontuou a dona de casa Marinalva da Conceição Silva, mãe de dois filhos autistas de 22 anos e 16 anos de idade.
Com o projeto, os responsáveis e cuidadores poderão ainda replicar as técnicas na prevenção ou no momento da crise. “É um projeto abençoado, tem ajudado a mim e outras mães, tenho certeza. A gente se via perdida em muitas situações, com esse projeto aprendemos a como lidar com nossos filhos. Não é fácil, é uma lida, e esse projeto nos ajudar”, ressaltou a dona de casa Josy Nogueira Abreu, mãe de gêmeos autistas, de 15 anos de idade.
A segunda turma do curso de orientação parental de manejo de crise será em janeiro. O Centro TEA 12+ é um equipamento público que integra a rede da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e é gerenciado pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH).
O dia começou com muita música no Centro Especializado em Reabilitação do Olho D’água (CER Olho D’água). Nesta sexta-feira (13), foi a quinta edição da cantata natalina do Grupo Melhor Idade.
“Foi um lindo momento! Nosso objetivo com a cantata é utilizar a música como uma ferramenta terapêutica para expressão de sentimentos e emoções, toda unidade está em festa para celebrar esse momento especial que é o Natal e para prestigiar nossos queridos idosos e idosas”, reforçou a diretora administrativa CER Olho D’água, Lívia Helena Pires Macedo.
O grupo Melhor Idade existe há 10 anos e proporciona momentos de cuidado, união e qualidade de vida aos pacientes que fazem tratamento na unidade de saúde que compõe a rede da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e é administrada pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH).
“Mais do que um grupo, somos uma verdadeira família. Os terapeutas e participantes cultivam um relacionamento de amizade e cuidado que ultrapassa os limites da unidade, mantendo vínculos de afeto e apoio até mesmo fora do ambiente terapêutico. No CER, acreditamos que cuidar da melhor idade é valorizar histórias de vida e criar um ambiente de alegria, união e respeito. Acolhemos todos com muito carinho e amor a todos que fazem parte dessa família que celebra a vida a cada dia!”, pontuou a diretora geral do CER Olho D’água, Yalem Pires.
O coral é formado pelos pacientes do CER Olho D’água, como a dona Edileuza Cardoso de Araújo. Emocionada, a idosa ressaltou a importância da programação natalina.
“É tempo de confraternizar, de lembrar que devemos ajudar o próximo, servir, doar a quem mais precisa. Todos nós somos muito felizes aqui no CER Olho d’água, somos bem tratados por todos. Dançamos, cantamos, começar o dia assim é muito bom”, enalteceu a idosa de 80 anos de idade e que há seis anos é paciente na unidade de saúde.
Entre os serviços ofertados pelo CER Olho D’Água estão: a Musicoterapia, para despertar emoções e resgatar memórias afetivas; Acompanhamento de assistente social, promovendo acolhimento e suporte social; Educação física, fortalecendo a saúde e a autonomia; Atividades externas de recreação, proporcionando lazer e integração; Terapia Ocupacional, para estimular habilidades funcionais; Fonoaudiologia, para aprimorar a comunicação; Intérprete de Libras, garantindo acessibilidade e inclusão.
“O Centro é reconhecido como uma referência na oferta de serviços de reabilitação física, intelectual e visual, atendendo pacientes de todas as idades. Essa década de trabalho é marcada por histórias de superação e pela construção de um espaço inclusivo, que busca atender às necessidades de todos os seus pacientes, especialmente os idosos, que compõem um dos grupos mais ativos e engajados nas atividades oferecidas”, finalizou diretora administrativa centro de reabilitação do Olho d’Água, Ana Eugenia Furtado.
Garantindo a ampliação de procedimentos e técnicas ofertadas aos maranhenses na rede da Secretaria de Estado da Saúde (SES), o Hospital da Ilha alcançou um marco importante com a realização da primeira discectomia endoscópica com técnica biportal na rede estadual. A técnica cirúrgica minimamente invasiva permite o tratamento de patologias da coluna vertebral.
Segundo o diretor-clínico da instituição, o médico Dimitrius Garbis, a realização do procedimento no Hospital da Ilha reforça o compromisso de oferta dos melhores e mais avançados procedimentos aos pacientes. “É motivo de orgulho para o Hospital da Ilha ser pioneiro em diversas áreas no estado. Ações como esta estão alinhadas à nossa missão de cuidar das pessoas e contribuir ao avanço da medicina no Maranhão”, comentou.
O procedimento, inovador para tratar hérnia de disco, foi realizado pela equipe médica, sob a coordenação dos neurocirurgiões Rayan Santos e Elano Pontes. O paciente, de 36 anos, já havia passado por outra cirurgia de hérnia de disco há três anos. O procedimento realizado o último 29 de novembro corrigiu as alterações causadas pela hérnia, garantindo mais qualidade de vida e mobilidade do paciente.
“Antigamente, para operar uma hérnia de disco, só se fazia cirurgia aberta, com uma agressão tecidual considerável ao paciente. Com o avanço da tecnologia, a cirurgia endoscópica da coluna tem ganhado espaço, e a técnica biportal, aplicada neste procedimento, possibilita a realização de cirurgias de maior porte com menor agressão tecidual”, explica o neurocirurgião Rayan Santos.
A técnica biportal, adotada nesta cirurgia pioneira, utiliza dois pontos de entrada na pele do paciente. Um deles é destinado à inserção de uma pequena câmera de vídeo, enquanto o outro é utilizado para a passagem dos instrumentos necessários para realizar a intervenção cirúrgica. Essa abordagem reduz significativamente o trauma ao tecido e acelera o processo de recuperação do paciente, que já pôde caminhar horas após a cirurgia, tendo alta no dia seguinte.
O sucesso desta primeira cirurgia endoscópica biportal representa um avanço significativo na neurocirurgia regional, abrindo portas para uma abordagem mais moderna e menos invasiva no tratamento de problemas na coluna vertebral. O Hospital da Ilha, da rede da Secretaria de Estado da Saúde (SES), é gerenciado pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh).
“Para a medicina e sobretudo, aos pacientes, é um avanço significativo podermos utilizar a técnica no estado. Foi uma cirurgia bem-sucedida, sem intercorrências, e o paciente teve alta do hospital com uma melhora completa da dor causada pela hérnia de disco”, destacou o neurocirurgião Elano Pontes.
A discectomia totalmente endoscópica (DE) é um novo tipo de cirurgia minimamente invasiva, desenvolvida para reduzir o trauma cirúrgico, acelerar a recuperação pós-operatória e manter a integridade da anatomia normal da coluna vertebral. Na cirurgia endoscópica da coluna é realizada uma pequena incisão (de 8mm a 1cm) onde são introduzidas a câmera e a iluminação acopladas a um sistema, que permitem ao cirurgião a visualização direta por vídeo do problema na coluna e das estruturas nervosas através de pequenos cortes.
Neste ano, o tema da campanha Dezembro Vermelho do Governo do Estado é “#HIV/Aids – Prevenção é vida, amor e respeito”, que alerta para ampliação do diálogo sobre o assunto e o combate ao preconceito. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) realizou, nesta segunda-feira (2), a abertura oficial da campanha, no Serviço Ambulatorial Especializado (SAE) do Hospital Presidente Vargas – referência estadual no tratamento da doença.
A chefe do Departamento de Atenção às ISTs/AIDS/Hepatites Virais da SES, Jocélia Frazão, explica que a campanha vai além da prevenção, buscando acolher todos os públicos, principalmente o público-chave, como jovens, pessoas em situação de rua e privados de liberdade. “Nosso compromisso é garantir o acesso a testes rápidos, preservativos e tratamentos como a PrEP em todo o estado”, afirmou.
Para fortalecer a prevenção e o combate ao HIV/Aids, o Governo do Estado investe na descentralização dos testes rápidos e preservativos para 19 regionais de saúde; na qualificação profissional para ampliação da aplicação dos testes de HIV, Sífilis e Hepatites B e C, fortalecimento da linha de cuidado das Sífilis, HIV/Aids e Hepatites Virais na Atenção Primaria em Saúde, entre outras medidas desenvolvidas por meio da SES.
O arte-educador, de 51 anos, que optou pelo anonimato, contou que recebeu o diagnóstico da doença em 2015. Ele pontua como é importante vencer o preconceito, e destaca o tratamento realizado no Hospital Presidente Vargas. “Uma das coisas mais difíceis é o preconceito. Até pouco tempo minha mãe não sabia, uma irmã minha soube, mas ficou na dela por respeito a mim, algo muito raro. As pessoas somem, olham de forma diferente, dificultam a empregabilidade, por isso, prefiro ficar anônimo. Mas, eu sou muito bem tratado aqui no hospital, eles são uma família para mim”, destacou o arte-educador que participou da apresentação cultural.
O Hospital Presidente Vargas, da rede estadual de saúde, se consolidou como referência estadual no tratamento de HIV. “Muitos pacientes procuram atendimento fora de seus municípios devido ao estigma ainda existente da doença”, pontuou a diretora administrativa do Hospital Presidente Vargas, Bianca Lima.
Dados do Sistema de Informação de Agravos e Notificação (Sinan), apontam que entre 2014 e outubro de 2024, foram registrados 20.154 casos de HIV no estado. Desses, 13.380 ocorreram em homens e 6.878 em mulheres. A faixa etária mais afetada é de 20 a 59 anos, que representa 80% dos casos. Participaram da abertura a diretora geral do Hospital Presidente Vargas, Rillma Melo; a diretora Administrativa da unidade, Bianca Lima e o diretor Clínico da unidadade, Fernando Moreira. Na ocasião, a servidora Niranir Reis França Silva, lotada na recepção da unidade, e a enfermeira Liana Najara Silva de Moura, representando a equipe de assistência, foram homenageadas. Além disso, o público presente prestigiou a apresentação cultural e os serviços ofertados na ação.
Programação
O Dezembro Vermelho, que dá sequência às ações do Dia Mundial da luta contra a Aids, celebrado em 1º de dezembro, contará com ações educativas e oferta de serviços. Na quarta-feira (4), das 8h às 11h30, atividades ocorrerão no Mercado Central, em São Luís; na quinta-feira (5), às 15h, Webinar: Contexto atual do HIV e Aids no Maranhão; na sexta-feira (6), de 8h às 11h, a ação será no Centro de Referência de Atenção Integral à Saúde da Pessoa Idosa (Creaispi), no bairro da Cohab, entre outras ações em unidades da rede estadual de saúde.
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