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Governo celebra 3 anos do Centro TEA 12+ com quase 100 mil atendimentos
O Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Saúde, celebrou, nesta quarta-feira (15), os três anos de funcionamento do Centro TEA 12+. A unidade, que integra a rede estadual de saúde e é gerenciada pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares, reuniu colaboradores, pacientes e familiares em um momento de comemoração pelos avanços alcançados. Ao longo do período, o Centro já contabiliza 99.500 atendimentos realizados.
"Celebrar os três anos do Centro TEA 12+ é reafirmar o compromisso do Governo do Estado com uma assistência qualificada, inclusiva e humanizada. Ao alcançarmos quase 100 mil atendimentos, demonstramos a efetividade de um cuidado multiprofissional que impacta diretamente pacientes e famílias. O acompanhamento de adolescentes e adultos com transtorno do espectro autista é essencial para promover autonomia, inclusão social e qualidade de vida, garantindo a continuidade do cuidado em uma fase marcada por novos desafios", frisou a secretária de Estado da Saúde, Liliane Neves Carvalho.
A unidade oferta atendimento aos pacientes nas áreas de enfermagem, psiquiatria, neurologia, psicologia, nutrição, fisioterapia, fonoaudiologia, musicoterapia, neuropsicologia, serviço social, terapia ocupacional, psicopedagogia e educação física, além da realização do exame de eletroencefalograma.
O filho de Deusimar Barros tem 17 anos e é paciente da unidade desde a inauguração. "O meu filho, Vinícius, tem um carinho especial por todos os profissionais que trabalham aqui. Tanto que hoje ele não tinha terapia, mas fizemos questão de vir prestigiar a comemoração. Aqui é como se fosse a nossa segunda casa. A palavra de sempre é gratidão", ressaltou Deusimar.
Artur Henrique Oliveira dos Santos tem 19 anos e, há quase três anos, faz acompanhamento no TEA 12+. A mãe dele, Tamara dos Santos, destaca a evolução do jovem. "Meu filho está mais calmo, mais centrado, mais obediente. Graças ao TEA 12+ e às terapias, nossas vidas tiveram uma verdadeira transformação — e para melhor", relatou.
O equipamento de saúde também inclui as famílias por meio de serviços, ações e projetos voltados para pessoas autistas e suas mães. Entre eles estão: Ritmo e Movimento; Roda de Conversa – Diálogos que Acolhem; TEA Acolhendo; Sala de AVDs; e o Formando e Cozinhando. O programa "Formando e Cozinhando" capacita mães de pacientes do TEA 12+ com cursos de gastronomia e empreendedorismo. Além da capacitação, o Governo disponibiliza auxílio financeiro de R$ 500,00, com foco na autonomia dessas mulheres. A iniciativa é direcionada a mães atípicas de adolescentes e adultos.
"Não basta cuidarmos apenas dos pacientes, precisamos cuidar das famílias. O governador Carlos Brandão teve essa sensibilidade e é um gestor preocupado com a inclusão. Os depoimentos dessas mães são algo engrandecedor e revigorante, pois mostram como nossos projetos são divisores de águas na vida dessas famílias. Sabemos das dificuldades, mas estamos aqui todos os dias para enfrentar esses desafios. Sou uma entusiasta, e todos os colaboradores fazem a diferença na vida desses pacientes e dessas famílias", frisou a diretora administrativa do Centro TEA 12+, Eliana Bonfim.
Ambulatório de Doenças Raras do Hospital da Ilha marca primeiro mês com atendimento integrado e avanços no cuidado a pacientes no Maranhão
Um mês após sua inauguração, o Ambulatório de Doenças Raras do Hospital da Ilha, unidade que compõe a rede estadual de saúde e é administrada pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh), já começa a transformar a realidade de pacientes e famílias que, até então, enfrentavam uma jornada fragmentada em busca de diagnóstico e tratamento. Com atendimento especializado, equipe multiprofissional e organização do cuidado em um único espaço, o serviço se consolida como referência estadual no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
Inaugurado no dia 6 de março pelo Governo do Estado do Maranhão, o ambulatório iniciou o acompanhamento de pacientes com condições genéticas raras, especialmente aquelas incluídas no Eixo I da Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras. A proposta é garantir um cuidado contínuo, integrado e humanizado, reduzindo a necessidade de deslocamentos e ampliando o acesso a especialistas.
"Antes, esses pacientes eram acompanhados de forma dispersa, muitas vezes sem uma linha de cuidado estruturada. Hoje, conseguimos centralizar o atendimento, promover discussões clínicas entre especialistas e oferecer um acompanhamento mais qualificado e contínuo. Isso impacta diretamente na qualidade de vida dos pacientes", afirmou a médica geneticista Juliana Doriqui.
O ambulatório funciona com atendimento programado e capacidade inicial para atender entre 80 e 120 pacientes por mês, com possibilidade de ampliação gradual. A estrutura inclui consultórios multiprofissionais, sala de infusão, reabilitação e acesso a exames diagnósticos, além de suporte hospitalar para casos de maior complexidade.
Para o diretor clínico do Hospital da Ilha, Dimitrius Garbis, o primeiro mês já demonstra o potencial estratégico do serviço dentro da rede estadual. "Estamos estruturando um modelo de cuidado que vai além da consulta. O ambulatório atua como um polo integrador, articulando diagnóstico, tratamento e acompanhamento de longo prazo. Esse primeiro mês foi fundamental para organizar fluxos, alinhar equipes e iniciar o atendimento de forma segura e eficiente", explicou.
Entre as famílias atendidas, o sentimento predominante é de alívio e esperança. A dona de casa Franciane Silva Farias, mãe da pequena Lunna Antonella, relata a qualidade do atendimento recebido. "Viemos do interior especialmente para essa consulta. Aqui, está tudo muito organizado. Recebemos toda atenção da médica e já vamos fazer os exames. Isso facilita demais pois aproveitamos a viagem para resolver várias coisas da bebê. Isso traz mais segurança para a gente", disse.
Como acessar o serviço
O acesso ao Ambulatório de Doenças Raras ocorre por meio de encaminhamento médico. Após uma consulta inicial na rede de saúde, o profissional deve indicar o paciente ao ambulatório, especificando a especialidade necessária e fundamentando a suspeita de uma condição rara. Esse encaminhamento é importante para que a central de regulação possa direcionar corretamente o paciente ao ambulatório. A partir daí, o acompanhamento passa a ser feito de forma integrada, podendo envolver geneticista, neurologista, neuropediatra, pneumologista, gastroenterologista, entre outros profissionais, conforme a necessidade clínica.
Cuidado contínuo e integrado
O ambulatório oferece atendimento longitudinal, garantindo que o paciente seja acompanhado ao longo do tempo pela mesma equipe ou por especialistas articulados entre si. Além das consultas médicas, o serviço conta com suporte de enfermagem, fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia, serviço social e nutrição. Também estão disponíveis exames diagnósticos realizados no próprio Hospital da Ilha, como tomografia, ressonância magnética, eletroencefalograma, espirometria e outros, além da administração ambulatorial de medicamentos específicos, quando indicados.
EMSERH reforça gestão e acompanha demandas em unidades de saúde durante agenda no interior do Maranhão
Entre os dias 8 e 11 de abril, a Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH) realizou uma agenda institucional em municípios do interior do estado, com visitas a Matões do Norte, Alto Alegre, Peritoró, Caxias e Timon. A comitiva foi liderada pelo presidente da EMSERH, Marcello Duailibe, e teve como foco o acompanhamento direto das unidades administradas pela empresa, com verificação de demandas anteriores e avaliação dos serviços prestados à população.
Durante a programação, foram revisitadas unidades que já haviam recebido intervenções da gestão, permitindo a análise dos avanços alcançados e a identificação de novas necessidades. A agenda também incluiu a primeira visita institucional à Policlínica de Matões do Norte, ampliando a presença da gestão estratégica na unidade.
Outro destaque foi a realização do projeto Integração Itinerante, voltado ao alinhamento entre a alta gestão e os novos diretores das unidades. A ação ocorreu na Policlínica de Caxias e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Timon, promovendo a integração dos profissionais recém-nomeados.
Participaram desse momento Pablo Gonçalves Meneses, novo diretor técnico da Policlínica de Caxias; Nagila Thanize de Moura Martins, nova diretora técnica da UPA de Timon; e Antonio Ribeiro Barradas Junior, novo diretor administrativo da UPA de Timon.
De acordo com o presidente Marcello Duailibe, a presença institucional nos municípios fortalece a tomada de decisões e aproxima a gestão das realidades locais. "Esse contato direto com as equipes e com o funcionamento das unidades nos permite agir com mais precisão. Nosso objetivo é garantir uma rede de saúde cada vez mais eficiente, resolutiva e alinhada às necessidades da população", afirmou.
O diretor clínico da EMSERH, Ricardo Martins, destacou que o acompanhamento in loco contribui para o aprimoramento da assistência. "As visitas possibilitam avaliar fluxos, reforçar protocolos e promover ajustes necessários para assegurar um atendimento qualificado em toda a rede", pontuou.
A comitiva contou ainda com a participação do gerente geral de Saúde da EMSERH, Leonardo Lima, e do assessor da presidência, Guilherme Dias. A ação reforça o compromisso da EMSERH com uma gestão próxima, integrada e orientada para resultados, contribuindo para a melhoria contínua dos serviços de saúde no Maranhão.
