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<em>Por Juliana Mello</strong>
Equipes do Instituto Oswaldo Cruz – Laboratório Central do Maranhão (IOC/Lacen-MA) passaram esta semana por treinamento in loco de RT-PCR em tempo real para diagnóstico molecular das meningites bacterianas. A capacitação, realizada pelo Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), segue as diretrizes da Coordenação Geral de Laboratórios de Saúde Pública (CGLAB) do Ministério da Saúde, para complementação diagnóstica dos laboratórios centrais de cada estado.
De segunda-feira (22) até esta sexta-feira (26), os profissionais que atuam nos setores de microbiologia e biologia molecular, acompanharam a apresentação do conteúdo teórico e prático, para se aperfeiçoarem no método RT-PCR em tempo real para esse agravo. Também houve um momento com a equipe da Vigilância Epidemiológica, a fim de alinhar os processos e o funcionamento desse fluxo. A capacitação ocorreu na semana alusiva ao Dia Mundial de Combate à Meningite, celebrado em 24 de abril.
“Para fortalecimento da vigilância das meningites no nosso estado, está sendo implantado o diagnóstico molecular das meningites bacterianas, uma complementação diagnóstica para a identificação etiológica dos casos. Sabemos que existe a vacinação para meningococcus, que é extremamente importante nesse contexto da prevenção de casos de meningites e também a identificação de toda a causa etiológica bacteriana que possa estar causando esses dados de meningites em nosso estado. Essa complementação auxilia justamente na identificação etiológica de qual bactéria que está causando a meningite, e com esses dados enviados à vigilância epidemiológica é possível criar estratégias de controle e prevenção das meningites”, explicou diretor-geral do IOC/Lacen-MA, Lídio Gonçalves.
Para o biomédico, Fabiano Silva, que atua no suporte da rede de laboratórios e biologia molecular do IOC/Lacen-MA, o diagnóstico molecular contribui na questão das subnotificações nos casos que são encerrados como meningite não-especificado. “Então todo esse treinamento vai contribuir para que se possa fechar de forma correta esses casos, com a identificação correta através do método RT-PCR em tempo real”, ressaltou.
Representando Ministério da Saúde, por meio do Instituto Adolfo Lutz (IAL), laboratório referência nacional para o diagnóstico de meningite, o biomédico e assistente técnico de pesquisa científica e tecnológica do IAL/SP, Fábio Takenori Higa, elogia a infraestrutura do IOC/Lacen-MA. “O fato dos profissionais já utilizarem a técnica de RT-PCR implantada para outros agravos, facilitou bastante a capacitação para o diagnóstico molecular das meningites bacterianas. Essa capacitação vai auxiliar nas ações por parte da vigilância epidemiológica, uma vez que os dados serão mais detalhados a partir da implantação do método”, concluiu.
O Instituto Oswaldo Cruz – Laboratório Central do Maranhão (IOC/Lacen-MA), da rede da Secretaria de Estado da Saúde (SES), é gerenciado pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh).
Dia Mundial da Meningite
O Dia Mundial de Combate à Meningite, celebrado em 24 de abril, reforça a importância da prevenção, do diagnóstico, do tratamento e da melhoria das medidas de suporte àqueles que lidam com os efeitos dessa doença. Globalmente, mais de cinco milhões de pessoas são afetadas pela meningite anualmente; a cada dez pacientes, um morre em decorrência da doença e outros dois ficam com sequelas.
A meningite é uma infecção que se instala, principalmente, quando uma bactéria ou vírus, por alguma razão, consegue vencer as defesas do organismo e ataca as meninges, três membranas que envolvem e protegem o encéfalo, a medula espinhal e outras partes do sistema nervoso central.
A vacinação protege contra o tipo mais grave da meningite – causada por bactéria – e é a forma mais eficaz de controle da doença.
Visibilidade. Valorização da identidade. Humanização. É com base nessa tríade que a Secretaria de Estado da Saúde (SES) oferta atendimento com hormonioterapia no Ambulatório Sabrina Drumond, situado na Policlínica do Cohatrac, em São Luís. Inédito na Rede Estadual de Saúde, o serviço garante acesso aos serviços de âmbito ambulatorial no processo transexualizador.
“Hoje é um marco no Maranhão, que é a primeira dispensação da hormonioterapia para os pacientes do ambulatório de Sabrina Drumond, unidade referência na rede estadual. Isso confere aos pacientes trans mais dignidade, respeito, inclusão, e nós ficamos muito felizes de poder fazer parte disso, de oportunizar essa assistência a este público”, disse a coordenadora do Departamento de Atenção às Policlínicas da SES, Orlene Nascimento.
A modalidade ambulatorial é regulada pela Portaria Nº 2803, 19 de novembro de 2013, que redefine e amplia o processo transexualizador no SUS. No Ambulatório Sabrina Drumond, o atendimento consiste nas ações de âmbito ambulatorial, acompanhamento clínico, pré e pós-operatório e hormonioterapia, destinadas a promover atenção especializada no processo transexualizador.
Dos 134 pacientes cadastrados na no Ambulatório Sabrina Drumond, atualmente 50 pacientes acompanhados pela unidade da Rede Estadual de Saúde estão aptos a receber os hormônios dispensados, conforme protocolo. No ambulatório, os pacientes são assistidos por uma equipe multidisciplinar composta por psiquiatra, psicólogos, assistente social, enfermeiros, fonoaudiólogo e endocrinologista.
A diretora geral da Policlínica do Cohatrac, Ingrid Campos, explicou como funciona o fluxo de atendimento e toda rede de serviço voltado para hormonioterapia na unidade. “É uma demanda espontânea, ou seja, as pessoas precisam vir até a policlínica. Ao chegarem aqui, elas se identificam na recepção e logo são encaminhadas para dar início aos atendimentos com equipe multiprofissional formada por psicólogo, psiquiatra, serviço social, ginecologista e urologista, endocrinologista, entre outros”, afirmou.
A hormonização em mulheres transexuais, travestis e pessoas trans femininas tem como objetivo o desenvolvimento de caracteres secundários femininos e supressão de caracteres masculinos. Enquanto que a hormonização em homens transexuais, travestis e pessoas trans masculinas tem como objetivo o desenvolvimento de caracteres secundários masculinos e supressão de caracteres femininos.
“Após ser atendido por um clínico específico para o ambulatório trans, o paciente é direcionado para equipe multi, entre os quais está profissional endocrinologista, responsável por avaliar a necessidade de receber ou não a hormonioterapia. Se aprovada, a pessoa é liberada para fazer a solicitação e dar início às sessões”, destacou a diretora clínica da Policlínica do Cohatrac, Patrícia Coelho.
Entre os critérios de elegibilidade para terapia hormonal, é preciso ter 18 anos ou mais; disforia de gênero persistente; ter passado por avaliação com profissional da saúde mental; apresentar parecer do psiquiatra comprovando a inexistência de contraindicações para o tratamento; não estar gestante; assinatura do termo de corresponsabilidade pelo uso do medicamento.
A administração hormonal é feita de duas formas: intramuscular (destinado a homens trans para supressão de caracteres femininos) e oral (destinado a mulheres trans e travestis para supressão de caracteres masculinos). Segundo a endocrinologista da policlínica, Marcleyane Barra dos Santos, é indispensável o acompanhamento profissional no processo terapêutico.
“A periodicidade da administração do medicamento dependerá das análises laboratoriais e clínicas de cada paciente. No caso da mulher trans, o uso do medicamento oral e transdérmico deve ser feito de forma diária, enquanto que dos homens trans, com uso de medicações injetáveis, mensal ou trimestral, a depender do nível hormonal”, explicou Marcleyane dos Santos.
Márcio Henrique Pereira, de 26 anos, é músico violonista e começou o processo de hormonização no ambulatório Sabrina Drumond. “O maior significado para mim enquanto pessoa transgênero é que muitos de nós viemos de famílias periféricas, de baixa renda, sem acesso a medicamentos, uma vez que são extremamente caros. Ter esse hormônio gratuito já é uma questão de extrema felicidade e eu tenho certeza que para quem não têm acesso, dinheiro ou emprego, é uma vitória”, compartilhou.
Quem também expressou sua felicidade foi Lucas Gabriel Rabelo, de 18 anos. “Depois que retifiquei meus documentos, dei início à minha terapia hormonal e agora estou seguindo. Estou há sete meses já em terapia hormonal e estou muito mais feliz porque não precisarei mais pagar pelo hormônio. Estou muito grato por conseguirmos isso”.
Os pacientes assistidos na unidade e aptos a receber os hormônios dispensados receberão os medicamentos, sempre aos sábados, com acompanhamento da equipe multiprofissional da unidade, inclusive do endocrinologista.
O ambulatório
O Ambulatório Sabrina Drumond, instalado na Policlínica do Cohatrac, foi inaugurado pelo Governo do Estado em 25 de março de 2022. O serviço recebeu o nome da ativista e militante do movimento LGBTI+ do Maranhão, que foi uma das primeiras mulheres transexuais que levantou a bandeira do segmento trans no estado, tornando visível a luta por garantias de direitos dessa população.
Em maio de 2023, o Governo do Maranhão instituiu a Política Estadual de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (LGBTI+) do Maranhão. A política reafirma o compromisso do SUS com a universalidade, a integralidade e com a efetiva participação da comunidade. Por isso, ela contempla ações voltadas para a promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde, além do incentivo à produção de conhecimentos e o fortalecimento da representação do segmento nas instâncias de participação popular.
Fonte: SES
Por Juliana Mello
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) realiza até sexta-feira (19) o curso de “Atualização em diagnóstico laboratorial em malária e outros hemoparasitas: T. cruzi e microfilária”, no Instituto Oswaldo Cruz/Laboratório Central do Estado do Maranhão (IOC-Lacen-MA), em São Luís.
Participam do treinamento profissionais de saúde como farmacêuticos, biomédicos e microscopistas dos municípios de Ribamar Fiquene, Itaipava do Grajaú, Arame, Barreirinhas, Alto Alegre do Pindaré, João Lisboa, Raposa e São José de Ribamar.
“O programa de malária, instituído pelo Ministério da Saúde, propõe que os profissionais que atuam nessa área, passem por uma atualização de conhecimento a cada três anos. Por isso nós estamos realizando esse curso com os municípios, para que os profissionais possam cada vez mais dar um diagnóstico preciso e de qualidade”, explica a farmacêutica e coordenadora do Laboratório de Endemias do IOC-Lacen/MA, Orzinete Rodrigues Soares, que também é responsável pelo curso.
Participante de Itaipava do Grajaú, o farmacêutico Carleandro Santos, destaca a importância de capacitações rotineiras. “Por ser uma cidade pequena é possível um cuidado mais próximo aos pacientes, sempre que chega pessoas oriundas de outros estados ou países, com algum sintoma, já ficamos em alerta, para que se possa fazer o diagnóstico preciso, por isso o treinamento é fundamental, tanto para o profissional quanto para o município”, ressaltou.
A biomédica Françoyse David Andrade, que trabalha no laboratório de epidemiologia no diagnóstico de esquistossomose, malária e leishmaniose no município de Barreirinhas, participa no curso, e afirma que a experiência está sendo bastante enriquecedora. “Em Barreirinhas não temos muitos casos de malária, mas é possível que um paciente possa contrair em outros estados ou até outros países. O primordial é que possamos dar um diagnóstico fidedigno, de forma precoce, para que esse paciente possa receber o tratamento adequado”, destacou.
O diretor geral do IOC-Lacen/MA, Lídio Gonçalves, explica como funciona o fluxo para o diagnóstico. “Uma das atribuições do laboratório de referência do estado é garantir a qualidade dos exames realizados por toda a rede de laboratórios do Maranhão. Nesse contexto, os técnicos microscopistas precisam ser capacitados, garantindo a fidelidade na leitura das lâminas”, informou.
Em 2023, foram registrados 57 casos no Maranhão. Já em 2024, foram registrados oito casos até o momento. Existem quatro espécies de Plasmodium que podem causar a malária humana (P. falciparum, P. vivax, P. malariae e P. ovale), dos quais o P. falciparum e o P. vivax são os mais prevalentes no Brasil, sendo o P. falciparum o maior responsável por casos graves de malária.
De acordo com o Plano Nacional de Eliminação da Malária, instituído pelo Ministério da Saúde, o objetivo é reduzir o número de casos autóctones de malária, isto é, contraídos na própria região, para menos de 68 mil até 2025, reduzir o número de óbitos para zero até 2030 e eliminar a doença no Brasil até 2035.
O Instituto Oswaldo Cruz/Laboratório Central do Estado do Maranhão (IOC-Lacen/MA), da rede da SES, é gerenciado pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh).
Sobre a malária
A malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por protozoários do gênero Plasmodium transmitidos pela picada da fêmea infectada do mosquito do gênero Anopheles, também conhecido como mosquito-prego. Após a confirmação do diagnóstico, o paciente recebe o tratamento em regime ambulatorial, com medicamentos fornecidos gratuitamente em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS).
<em>Por Daucyana Castro</strong>
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou o Relatório da Avaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente: hospitais com Unidade de Terapia Intensiva (UTI) – 2023. O documento aponta a qualidade dos serviços de saúde. A avaliação é realizada nos hospitais de todo o Brasil. Três unidades de saúde do Estado do Maranhão gerenciadas pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH) alcançaram alta conformidade no ano passado. São elas o Hospital de Cuidados Intensivos (HCI) em São Luís, o Hospital Alarico Nunes Pacheco em Timon e o Hospital Macrorregional Dr. Everaldo Aragão em Caxias.
“Os resultados apresentados neste relatório revelam que o Governo do Estado, a Secretaria de Estado da Saúde e a EMSERH, por meio dos nossos serviços de saúde, empreenderam esforços e ações locais de melhoria destes indicadores. São ações de implantação de práticas seguras e minimização de riscos e danos aos pacientes, melhorando cada vez mais a assistência prestada aos usuários do SUS”, frisou o presidente da EMSERH, Marcello Duailibe.
Em 2023, 1.442 hospitais de todo o país com UTI participaram da etapa de preenchimento e envio do formulário de avaliação das práticas de segurança do paciente. Do Maranhão entraram ainda no relatório outras 11 unidades de saúde, entre públicas e privadas. A classificação dos serviços de saúde é avaliada entre baixa, média e alta conformidade, que pode chegar à 100%.
De acordo com a diretora geral do Hospital Alarico Nunes Pacheco, em Timon, uma das instituições que alcançou alta conformidade, o desfecho dessa avaliação enfatiza o compromisso constante dos profissionais de saúde com as metas internacionais para garantir a segurança do paciente. Eles se esforçam para oferecer cuidados seguros e de alta qualidade, respaldados pelo apoio integral da gestão. “Temos reuniões mensais onde discutimos todos os indicadores e estudamos melhorias. Ter alta conformidade é algo que nos deixa bastante feliz”, disse Ana Patrícia Bringel.
ITENS DE CHECAGEM
São 21 itens de checagem. Entre os critérios de avaliação estão: Núcleo de Segurança do Paciente instituído; Plano de segurança do paciente (PSP) implantado; Protocolo de prática de higiene das mãos implantado; Protocolo de cirurgia segura implantado; Protocolo para prevenção de quedas; Protocolo para segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos implantado; Protocolo para a prevenção de infecção primária de corrente sanguínea, entre outros.
Para a diretora geral do Hospital Macrorregional Dr. Everaldo Aragão, em Caxias, Rayara Martins, o objetivo é sempre alcançar os melhores resultados possíveis para o paciente. “A segurança do paciente é uma prioridade para nossa equipe de profissionais. Estamos comprometidos em fornecer o melhor atendimento possível, minimizando os riscos e danos aos pacientes durante a internação. Cada unidade hospitalar possui características distintas e, portanto, apresenta riscos específicos. Na UTI, o paciente crítico necessita de vigilância e assistência constantes, o que exige uma equipe altamente qualificada e atenta para intervir imediatamente em qualquer situação. Estamos orgulhosos do brilhante resultado publicado pela ANVISA em seu último relatório e acreditamos que medidas simples podem e devem ser implementadas de forma prática e objetiva por todos os nossos profissionais”, disse.
CONSTRUÇÃO COMPARTILHADA
“Esse resultado é uma construção compartilhada das boas práticas do Núcleo de Segurança do Paciente, com outras comissões do hospital, equipe multidisciplinar e demais parceiros que fazem acontecer a assistência dentro da unidade. É o trabalho de uma equipe que busca diuturnamente as melhorias da assistência, um trabalho árduo, mas compensador e que mostra que estamos no rumo certo”, destacou a enfermeira do Núcleo de Segurança do Paciente do macrorregional de Caxias, Mayanny Araújo Coimbra.
Assistência essa que salvou a vida de Adriana Pereira da Silva, 32 anos, moradora do município de Lago da Pedra. Ela foi sofria de um aneurisma, foi atendida na unidade, submetida à procedimento cirúrgico, passou pela UTI e agora aguarda alta em ambulatório. “Atendimento excelente não só da UTI como do hospital todo. Não tenho o que reclamar. Sempre me senti segura na unidade. Eles salvaram minha vida”, comentou Adriana.
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