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Em razão dos baixos estoques e visando garantir o atendimento diante do aumento da demanda por sangue e hemocomponentes, que tradicionalmente ocorre em períodos festivos como o carnaval, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) intensificou as ações no Centro de Hematologia e Hemoterapia do Maranhão (Hemomar). As ações incluem coletas externas, sensibilização de doadores e parcerias com instituições para facilitar o acesso à doação.
O Hemomar reforçou o funcionamento do setor de coleta durante o período carnavalesco. Na sexta-feira (28), a unidade funcionará normalmente, das 7h30 às 18h. No sábado (1º/3) e segunda-feira (3/3), o atendimento será das 7h30 às 12h. No domingo (2) e na terça-feira (4), a unidade estará fechada, retomando as atividades na quarta-feira (5), das 13h às 18h.
Esse cronograma de funcionamento é válido tanto para a sede do Hemomar em São Luís, quanto para os hemonúcleos localizados nas cidades de Santa Inês, Caxias, Balsas, Pedreiras, Codó, Imperatriz, Pinheiro e Bacabal.
Nesta quinta-feira (27), foi realizada uma ação especial de coleta externa na sede do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Além disso, a sede do Hemomar, localizada no bairro da Jordoa, segue aberta para receber doadores.
A diretora geral do Hemomar, Clícia Galvão, explica que, para descentralizar os pontos de doação, o hemocentro tem reforçado estas ações, além de promover ações de conscientização e convocação ativa de doadores. “Ações como blitz educativas, panfletagens e parcerias com instituições são fundamentais para mobilizar a população, principalmente em períodos críticos, como o carnaval”, ressaltou.
A coordenadora de captação de doadores, Misleny Silva, reforça o apelo para que a população compareça às unidades de coleta. “Atualmente, os estoques de alguns tipos sanguíneos estão em nível crítico, principalmente os tipos O+ e O-, que são muito demandados. Cada doação pode salvar até quatro vidas, então chamamos a população para se sensibilizar e nos ajudar a manter o atendimento a quem precisa”, enfatizou.
O Hemomar é responsável pela gestão e atendimento a todo o fluxo de sangue e hemocomponentes para as unidades públicas de saúde no Maranhão. A unidade da rede da SES é gerenciada pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh).
Texto: Eduardo Ericeira
Data: 29/01/2024
Fotos: Francildo Falcão
O aumento das chuvas aliado ao calor, visto principalmente neste primeiro semestre em boa parte do Maranhão, é uma combinação propícia e um cenário perfeito para a proliferação do Aedes Aegypti, mosquito transmissor de arboviroses. Por isso, o Instituto Osvaldo Cruz – Laboratório Central de Saúde Pública do Maranhão (IOC-Lacen), atua em várias frentes como forma de garantir a prevenção e combate a doenças como dengue, zika, febre chikungunya, febre amarela, febre oropouche, entre outras que são consideradas arboviroses.
No laboratório são desenvolvidos trabalhos como coleta e amostragem de ovos de Aedes Aegypti para pesquisas na Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, para estudar a resistência a inseticidas das populações de mosquito em cada região do Brasil, com o intuito de desenvolver estratégias de uso eficientes e seguras.
O trabalho feito com larvas, por exemplo, serve para realização do teste de suscetibilidade aos larvicidas. No laboratório há criação de mosquitos alados para avaliação das aplicações espaciais de inseticidas e penetração deles nas casas, os populares carros ‘fumacês’. O trabalho feito no Lacen, permite o fornecimento de informações importantes ainda sobre a efetividade dos tratamentos químicos utilizados nos programas de controle de vetores.
“Nós fazemos diagnósticos para a sorologia, pesquisamos os anticorpos daqueles pacientes a partir de cinco ou seis dias após os sintomas de uma arborivose. No Lacen trabalhamos em todas as fases como forma de garantir a prevenção e os cuidados com as arboviroses, antes do processo de infecção e no pós também. A partir do diagnóstico das arboviroeses, realizado aqui no laboratório na fase bem aguda da doença, conseguimos em até cinco dias a Reação em Cadeia da Polimerase (PCR), que é uma técnica de biologia molecular que permite ampliar fragmentos de DNA, fundamental para diagnóstico médico, por exemplo”, pontuou a doutora Orzinete Rodrigues Soares, chefe do setor de endemias do IOC-Lacen-MA.
Ainda no Laboratório Central de Saúde Pública do Maranhão, há o controle de qualidades das formas imaturas (LIRAa) e/ou de outras ações. O Sistema LIRAa é uma importante ferramenta para mapear em quais regiões da cidade o Aedes aegypyi está presente. O Ministério da Saúde orienta que todos os municípios forneçam esses dados como forma de montar estratégias de prevenção e combate as arboviroses e outras doenças.
“É importante garantir que objetos como pneus velhos, garrafas vazias, tampinhas, calhas, pratinhos de plantas, entre outros, não estejam acumulando água. Principalmente após fortes chuvas, é necessário que cada cidadão realize vistorias frequentes em suas residências para evitar o aumento de casos dessas doenças. Vale ressaltar que aproximadamente 80% dos criadouros estão dentro das casas e/ou quintais”, reforçou a doutora Orzinete Rodrigues Soares.
A fêmea do inseto deposita seus ovos nas paredes dos recipientes com água parada ou mesmo sem água. Após o contato com o líquido e a combinação com altas temperaturas, ocorre a eclosão dos ovos. O ciclo de reprodução perdura no período de uma semana e para interromper esse processo é necessário que toda a população esteja empenhada e atenta aos possíveis criadouros. É preciso estar atento aos cuidados para evitar a proliferação do vetor, esse cuidado deve permanecer durante todo o ano, mas principalmente no período de chuva.
No Maranhão, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES), foram contabilizados em 2024, 7.446 casos de Dengue, 696 casos de Chikungunya e 179 casos de Zika.
O IOC-Lacen compõe a rede da SES e é gerenciado pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH).
O Instituto Oswaldo Cruz-Laboratório Central de Saúde Pública do Maranhão (IOC/Lacen-MA), laboratório de referência da Secretaria de Estado da Saúde (SES), conquistou duas certificações com vigência para o ano de 2025.
Pelo segundo ano consecutivo, o IOC/Lacen-MA conquistou o selo de excelência em qualidade pelo Programa Nacional de Controle de Qualidade (PNCQ), da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC). O laboratório também alcançou um desempenho satisfatório de excelência técnica no Programa de Ensaio de Proficiência pelo método de sorologia promovido pela Fundação Ezequiel Dias (Funed).
Com estas certificações, o laboratório de referência da SES comprova o esforço contínuo para garantir a qualidade dos serviços prestados à população.
“Os dois certificados dizem respeito ao controle de qualidade analítico que são realizados no IOC/Lacen-MA. Isso mostra uma confiabilidade nas análises que estão sendo realizadas e nos resultados que são liberados. Com isso a gente consegue ter um controle de qualidade que comprova que as nossas análises têm qualidade no seu resultado. Isso gera confiabilidade e uma melhora nas estratégias de controle e prevenção de doenças em nosso estado”, disse o diretor geral do IOC/Lacen-MA, Lidio Lima Neto.
O Programa de Ensaio de Proficiência – Fundação de Ensino de Desenvolvimento de Pesquisa (PEP-Funed) é uma iniciativa de excelência que visa assegurar a precisão e confiabilidade dos resultados laboratoriais por meio de avaliações periódicas nas mais diversas áreas de diagnóstico. O programa apoia laboratórios interessados em aprimorar seus processos e em demonstrar excelência técnica em seus serviços. A certificação só é concedida a laboratórios que obtêm desempenho satisfatório, destacando-se com 100% de concordância nas avaliações de todas as rodadas dos Ensaios Sorológicos.
O reconhecimento obtido pelo IOC/Lacen-MA é fundamental para o aprimoramento contínuo dos serviços de saúde pública no estado do Maranhão, especialmente nas áreas de diagnóstico e monitoramento das seguintes doenças: Leishmaniose Visceral Humana, Leishmaniose Visceral Canina, Leptospirose, HIV, Dengue IgM e Chikungunya IgM.
O Controle Externo da Qualidade é um elemento importante para a qualidade e exatidão dos laudos laboratoriais. O Programa Nacional de Controle de Qualidade (PNCQ) da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC) avalia, anualmente, por meio de testes de proficiência, mais de 5.700 laboratórios brasileiros e cerca de 130 instituições de 11 países da América Latina e Europa.
Com o projeto Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala – Saúde em Nossas Mãos, o Hospital Regional Dr. Everaldo Ferreira Aragão, em Caxias, fortalece os protocolos de redução de infecção hospitalar.
O propósito do projeto implantado na unidade da rede da Secretaria de Estado da Saúde (SES) é apoiar e aprimorar o SUS por meio de projetos de capacitação de recursos humanos, pesquisa, avaliação e incorporação de tecnologias, gestão e assistência especializada demandados pelo Ministério da Saúde.
O projeto é uma iniciativa do Ministério da Saúde e do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS). Desde de 2024 o projeto é executado o Hospital Regional de Caxias e desenvolvido na UTI da unidade. A vigência é até 2026. Trata-se de uma aliança entre seis hospitais de referência no Brasil e o Ministério da Saúde, são eles: Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Beneficência Portuguesa de São Paulo, HCOR, Hospital Israelita Albert Eistein, Hospital Moinho de Ventos e Hospital Sirio-Libanês.
“Para nossa unidade, este programa tem uma importância enorme dentro da organização dos nossos serviços, um deles é a redução no número de infecções hospitalares, que traz melhora da assistência ao paciente, redução de gastos e torna a estadia do paciente na UTI mais segura”, pontuou a supervisora da UTI do Hospital Regional de Caxias, Raysa Beleza.
O Hospital Regional Dr. Everaldo Ferreira Aragão, que é gerenciado pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh), tem o objetivo de reduzir em até 50% as infecções relacionadas a assistência em saúde. O Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala – Saúde em Nossas Mãos entrou na segunda fase de implantação do projeto, que passa pelo treinamento das equipes assistenciais e as primeiras auditorias.
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