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O Centro de Hemodiálise São Luís, equipamento do Governo do Estado que integra a rede da Secretaria de Estado da Saúde (SES), comemorou, nesta quarta-feira (17), seis anos de funcionamento, garantindo tratamento renal substitutivo a pacientes da Região Metropolitana.
Com 175.418 sessões de hemodiálise realizadas entre 2019 e 2025, o serviço se consagra como referência no acompanhamento multidisciplinar, oferecendo orientação clínica integral aos pacientes e aplicando rigorosamente protocolos de segurança e qualidade assistencial.
"Celebrar seis anos do Centro de Hemodiálise São Luís é reafirmar o nosso compromisso em cuidar das pessoas com dignidade e qualidade. Cada sessão realizada aqui representa esperança, vida e a certeza de que o SUS segue sendo um espaço de acolhimento e transformação na vida dos maranhenses que necessitam de assistência renal substitutiva", afirmou o secretário de Estado da Saúde, Tiago Fernandes.
Inaugurado em setembro de 2019, o Centro de Hemodiálise São Luís atende usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) encaminhados via regulação, oriundos tanto da Grande Ilha quanto de municípios vizinhos da Região Metropolitana.
A unidade funciona em quatro turnos, das 6h30 às 2h da manhã do dia seguinte. O quarto turno foi implantado em junho deste ano, como parte do plano de descentralização dos atendimentos nefrológicos no estado, conforme determinação do governador Carlos Brandão.
"Com esse acréscimo, chegamos a 300 pacientes com doença renal crônica atendidos pelo Centro, 62 deles no quarto turno. A implantação desse novo turno representa um aumento aproximado de 21% na capacidade assistencial", destacou a diretora-geral do Centro de Hemodiálise São Luís, Patrícia Ferreira.
Walquimar Ferreira, de 50 anos, feirante do bairro João Paulo, tornou-se paciente renal crônico em decorrência de complicações do diabetes. Ele iniciou o tratamento em abril do ano passado e relatou a importância do serviço em sua vida:
"Aqui é um ótimo lugar, com técnicas e assistentes sociais excelentes. O atendimento é muito bom, gosto muito das pessoas e de como elas me tratam. Um dia eu quero voltar aqui apenas para visitar e não mais precisar da diálise", compartilhou.
Diagnosticada aos 16 anos com Glomeruloesclerose Segmentar e Focal (GESF), doença renal que causa cicatrizes nos pequenos filtros dos rins, Samires Santos, hoje com 29 anos, faz tratamento no Centro de Hemodiálise desde 2022.
"Eu costumo dizer que a hemodiálise salva. Porque só de a gente ter o privilégio de contar com a máquina para fazer o que os rins não conseguem mais, já é muito gratificante. É vida", disse.
Atendimento ambulatorial
O Centro de Hemodiálise São Luís também dispõe de um ambulatório de nefrologia voltado ao acompanhamento clínico de pacientes com doença renal crônica em estágio IV e V, que ainda não necessitam de hemodiálise ou que precisam de monitoramento especializado antes do início da terapia renal substitutiva.
O ambulatório oferece acompanhamento multidisciplinar com nutricionista, psicólogo e assistente social. Além disso, realiza exames laboratoriais, preparação e encaminhamento para início da hemodiálise, quando necessário. Os pacientes também recebem orientações de autocuidado e prevenção de complicações associadas à doença renal.
Para atendimento, é necessário ter diagnóstico confirmado e encaminhamento por médicos da rede de Atenção Básica ou especialistas. O espaço também dá suporte a pacientes considerados pré-dialíticos, que podem agendar consultas presencialmente na unidade ou pelos telefones (98) 3251-6231 e (98) 99116-0799.
O Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), está ampliando a qualificação do atendimento nas urgências e emergências com o Projeto Boas Práticas, em parceria com o Hospital do Coração (HCor), de São Paulo. Nesta semana, técnicos do hospital realizaram visita às UPAs do Vinhais e do Parque Vitória, em São Luís, para avaliar protocolos e sugerir melhorias no cuidado a pacientes com Síndrome Coronariana Aguda (SCA), Acidente Vascular Cerebral (AVC) e Sepse.
As visitas fazem parte do eixo de Implementação de Boas Práticas em Síndrome Coronariana Aguda (SCA), Acidente Vascular Cerebral (AVC) e Sepse, e compõem um cronograma que se estende pelo triênio 2024-2026. No Maranhão, cinco UPAs participam do projeto, incluindo também as unidades de Timon, São João dos Patos e Imperatriz.
Segundo a coordenadora da Rede de Urgência e Emergência da SES, Nayane Lara, os indicadores utilizados pelo HCor são semelhantes aos que já fazem parte dos protocolos da rede estadual, e o trabalho conjunto permitirá integrar os instrumentos e acrescentar novos pontos, quando necessário. "Será um processo de alinhamento e aperfeiçoamento. Caso identifiquemos aspectos relevantes utilizados em outros estados que ainda não aplicamos, vamos incorporá-los aos nossos protocolos para garantir um cuidado ainda mais qualificado", afirmou.
A enfermeira especialista em projetos do HCor, Andréia Ribeiro, explicou que a ação tem duração de 18 meses e será acompanhada em etapas. "A visita atual é diagnóstica, para conhecer a estrutura, avaliar os indicadores e sugerir melhorias. No ano que vem, realizaremos uma visita de monitoramento para avaliar os avanços obtidos e a consolidação das mudanças implementadas", destacou. Ainda, segundo Andreia, outras 100 unidades do país também participam da iniciativa em todo o Brasil.
A SES já participava do projeto Boas Práticas desde 2009, inicialmente com foco exclusivo na área da cardiologia, por meio do apoio do HCor com a Telecardiologia a distância (TLSG). A partir deste ano, a iniciativa está sendo ampliada para os protocolos de SCA, AVC e Sepse, fortalecendo ainda mais a rede estadual de urgência e emergência.
Metas
Entre as metas do projeto estão reduzir o tempo para realização do eletrocardiograma e início da medicação nos casos de SCA, aumentar a taxa de avaliação e reconhecimento precoce dos sintomas no AVC e ampliar a coleta de exames e início do tratamento na sepse.
A proposta é que cada unidade consiga reduzir em pelo menos 20% os tempos de atendimento e ampliar em 20% a adesão às condutas recomendadas em cada protocolo.
O diretor técnico da UPA do Vinhais, Allan Estrela, ressaltou que a presença do HCor reforça o compromisso da equipe com a qualidade da assistência. "Já temos protocolos implantados e a presença do HCor fortalece nosso compromisso em manter a execução correta e avaliar continuamente a qualidade e os resultados alcançados", afirmou Allan.
Em alusão ao Dia Mundial da Sepse, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde, realizou, nesta terça-feira (16), na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Vinhais, uma programação dedicada à conscientização da importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado dessa condição de saúde grave.
"A sepse é uma situação que causa muitos óbitos no mundo inteiro e, pensando no Dia Mundial da Sepse, resolvemos executar a atividade com a equipe, reforçando o funcionamento do Protocolo de Sepse. Na ocasião, foram observadas as medidas iniciais adotadas e a rápida identificação dos sinais de sepse dos pacientes que chegam, em especial das pessoas que dão entrada pela triagem, para que não se perca nenhum tempo", disse o diretor técnico da UPA do Vinhais, Allan Estrela.
Na atividade, profissionais médicos, enfermeiros e corpo técnico da unidade participaram de simulação de um atendimento a paciente com suspeita de sepse, abordando os protocolos e fluxos, seguido de apresentação dos indicadores de atendimento da unidade, os quais refletem o acompanhamento e a atenção prestada aos casos suspeitos.
O Protocolo de Sepse foi implantado pela SES no final de 2024 em todas as UPAs do Maranhão, padronizando o atendimento e garantindo triagem rápida, exames laboratoriais em até 15 minutos, administração de antibióticos na primeira hora e acompanhamento intensivo dos pacientes. A iniciativa busca reduzir a mortalidade, melhorar a qualidade do cuidado e fortalecer a resposta da rede de urgência e emergência no estado.
A sepse, ou infecção generalizada, é uma reação grave do organismo a uma infecção que pode causar falência de órgãos e morte se não tratada rapidamente. Os principais sintomas incluem febre alta, respiração acelerada, pressão baixa, confusão mental e pouca produção de urina. Grupos de risco são crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças crônicas ou imunidade comprometida. O diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento com antibióticos são fundamentais para salvar vidas.
"Costumamos dizer que, para sepse, assim como para infarto e o AVC, cada minuto é ouro. Então, identificar um paciente com sepse, com uma infecção ou uma provável infecção, e que aquilo ali pode evoluir com complicações, é de fundamental importância. Nesse Setembro Laranja, a unidade tem redobrado a atenção para que, de acordo com os dados e os indicadores observados, chame a atenção de toda a equipe multiprofissional e de laboratório, a fim de atuar de maneira ágil e precisa", afirmou a enfermeira e diretora administrativa da UPA do Vinhais e Policlínica Vinhais, Cynthia Barroso.
De acordo com a enfermeira, coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde e guardiã do Protocolo de Sepse na UPA do Vinhais, Paula Souza, a ação veio para fortalecer o processo de sensibilização dos profissionais quanto à infecção generalizada, aumentando o quantitativo de diagnósticos.
"Por mês, nós abrimos cerca de 15 a 20 protocolos de sepse na unidade, contudo isso ainda é muito pouco, visto que realizamos de cinco a sete mil atendimentos por mês. Logo, é um processo de constante incentivo ao estudo e à capacitação, para que mês a mês ampliemos esse quantitativo de protocolos abertos, chegando a 100, 200 ou mais", afirmou a coordenadora Paula Souza.
O treinamento favorece o principal interessado, que é o paciente. "É ele que vai ser o maior beneficiado com isso, porque vamos poder identificar mais rápido, agir mais rápido e, com isso, obter o desfecho desejado, que é o reconhecimento da sepse e impedir que o quadro evolua para complicações maiores, ou até mesmo o óbito", citou a médica que atua na triagem da UPA do Vinhais, Lícia Hortegal.
A atividade integra as ações permanentes da SES voltadas para o fortalecimento da rede de urgência e emergência no Maranhão, com foco na qualificação do cuidado, segurança do paciente e resposta rápida a casos graves. A UPA do Vinhais é administrada pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh) e classificada como de Porte II, atendendo uma população estimada de 100 mil a 200 mil habitantes.
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), vem reforçando seu compromisso com a melhoria da saúde pública e o atendimento de qualidade à população na Região Tocantina. Entre os principais investimentos destacam-se a modernização do Hospital Regional de Açailândia, a chegada da nova Unidade de Pronto Atendimento de Açailândia, as obras na Maternidade de Alto Risco de Imperatriz e a implantação do novo Hospital de Referência Estadual de Alta Complexidade da Região Tocantina (HRT).
Essas ações garantem mais infraestrutura e capacidade de atendimento para os cidadãos da região, fortalecendo a rede estadual de saúde e promovendo maior acesso a serviços especializados.
Na última segunda-feira (15), o secretário de Estado da Saúde, Tiago Fernandes, realizou visitas nos municípios de Açailândia e Imperatriz para verificar in loco o andamento das obras.
Pela manhã, o secretário esteve no Hospital Regional de Açailândia e conheceu também a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em construção pela prefeitura. Em Imperatriz, foram vistoriadas as obras da Maternidade de Alto Risco (Mari) e do Hospital de Referência Estadual de Alta Complexidade da Região Tocantina (HRT).
"O Governo do Maranhão está garantindo mais acesso e qualidade em diferentes níveis de atenção à saúde. É um trabalho que mostra resultado e reforça nosso compromisso com a população, por isso, acompanhar de perto o trabalho que está sendo feito é importante", afirmou o secretário de Estado da Saúde, Tiago Fernandes.
O Hospital Regional de Açailândia passou por reforma e ampliação em junho de 2025. A unidade é referência para sete municípios da região. O hospital dispõe de 50 leitos de enfermaria, 10 de UTI e um centro cirúrgico moderno. Somente em 2024, o hospital registrou 2.533 internações, 1.485 cirurgias e 150 mil consultas médicas. A média mensal de internações subiu de 70 para 200 e a realização de exames já ultrapassa 20 mil por mês, entre laboratoriais e de imagem.
O agricultor Francisco Bezerra da Costa, 63 anos, que recebe atendimento na unidade há nove dias, ressaltou a qualidade do serviço. "Quando cheguei aqui estava com dor no estômago. Recebi o atendimento e não sinto mais dor. Para mim não falta nada, o hospital é ótimo. Sempre falo para os amigos que aqui é nota 100. Fui bem tratado e não tenho o que reclamar", afirmou.
Estrutura reforçada em Imperatriz
Em Imperatriz, a Maternidade de Alto Risco (Mari) está em processo de reforma e ampliação. Entre as etapas em execução, destaca-se a construção do novo bloco da farmácia. Somente em agosto, a unidade realizou 2.016 atendimentos na Classificação de Risco e contabilizou 577 partos. Atualmente, dispõe de 208 leitos fixos e 35 rotativos, totalizando 243 leitos.
Em fevereiro de 2023, a Maternidade de Alto Risco (Mari) de Imperatriz recebeu o Selo Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC), do Ministério da Saúde, certificando que a unidade funciona dentro de todos os parâmetros e critérios que definem que o hospital é amigo da criança, como parto humanizado, direitos do contato pele a pele e amamentação do bebê na primeira hora de vida respeitados.
Também na cidade, o Hospital de Referência Estadual de Alta Complexidade da Região Tocantina (HRT) se prepara para ser referência em tratamento cardiovascular e cirurgias pediátricas. A unidade contará com especialidades como neurocirurgia adulto e pediátrica, cirurgia geral, gastroenterologia, cirurgia de cabeça e pescoço, radiologia intervencionista e proctologia. Entre os exames de alta tecnologia, a estrutura oferecerá ressonância magnética, tomografia, angiotomografia e serviços de hemodinâmica.
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