Robótica transforma modelo educacional do Iema

Robótica pedagógica inova no processo de aquisição de conhecimentos. Foto: Bento Leite

A robótica pedagógica ou robótica educacional consiste basicamente na aprendizagem por meio da montagem de sistemas constituídos por robôs. Estes dispositivos criados em sala de aula passam a ser, na verdade, objetos cognitivos que os alunos utilizam para explorar e expressar suas próprias ideias.

Nas unidades plenas do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Iema), a robótica educacional foi introduzida em 2016, após alunos e professores da unidade de Pindaré-Mirim utilizarem robôs nos estudos de física e matemática. Depois do sucesso, o Iema criou uma Coordenação de Robótica Educacional na Pró-reitoria de Pesquisa, Extensão e Inovação e incorporou o estudo da robótica em todas as unidades plenas do Instituto.

Desta forma, por meio da tecnologia introduzida em sala de aula, os estudantes se tornaram colaboradores no processo de construção do conhecimento. E para que o estudo da robótica resulte em algo proveitoso, o desenrolar dos trabalhos é o mais importante. É imprescindível explorar todas as possibilidades, buscando o aprendizado por meio da reflexão individual, da interação em grupo de alunos e professores e solução de situações problemas por meio do aprimoramento de montagens, ideias e abordagens.

Robótica pedagógica inova no processo de aquisição de conhecimentos. Foto: Bento Leite

De acordo com o reitor do Iema, Jonathan Almada, “a robótica mobiliza conhecimentos das áreas de física, matemática, inglês, eletrônica, mecânica. Hoje os estudantes hoje estão mais ligados à educação de forma lúdica do que por métodos tradicionais”. O professor de física da unidade plena de Bacabeira, Márcio Cavalcante, fala da importância do estudo da robótica em sala de aula. “Os alunos têm um interesse enorme pela robótica, estamos quebrando o paradigma de que o robô é somente aquele brinquedo e os alunos desvendam os benefícios da tecnologia.”

Para a estudante do 2º ano, Ana Célia Santana, a robótica é um estímulo. “Para programar um robô, por exemplo, precisamos de noções de física e matemática. E a gente aprende a trabalhar em equipe e busca um nível básico em inglês para melhorar nossas habilidades.” O professor de física da UP de São Luís Cleiston Silva acredita que a partir da robótica temos uma nova visão da educação em sala de aula. “Estamos buscando um detalhe a mais no quesito pesquisa e através desses estudos mais aplicados em robótica podemos trazer produtos inovadores para a sociedade.”

Mostra de robótica

Como resultado do processo educacional desenvolvido por meio da robótica, em 2016 aconteceu a 1ª Mostra de Robótica do Iema na unidade plena de Pindaré Mirim. Foi nesta unidade que surgiu a primeira equipe de robótica do Instituto.

O grupo participou de competições regionais, nacionais e até internacionais. Neste sábado (12) ocorreu a 2ª Mostra de Robótica no Iema, realizada em Bacabeira, onde foram convidadas oito equipes com diversos robôs. Além das equipes e professores, esteve presente o magnífico reitor do Iema, Jonathan Almada.

Robótica pedagógica inova no processo de aquisição de conhecimentos. Foto: Bento Leite

 

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