Reestruturação do SUS garante economia anual de R$ 18 milhões para a Rede de Saúde

Racionalização de custos, ampliação e melhoria da qualidade na prestação dos serviços, transparência na gestão de contratos, inauguração de hospitais de grande porte. Esses são alguns dos resultados alcançados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) ao reestruturar o Sistema Único de Saúde (SUS), programa de atendimento universal da saúde no Brasil, que sofreu um processo de desmonte no Maranhão nos últimos anos.

Itamar Ferreira, diagnosticado com Câncer de próstata, após realizar cirurgia recebe o acompanhamento da ERTS em casa. Foto: Francisco Campos/SES

Força Estadual de Saúde atende alguns pacientes em suas residências. Foto: Francisco Campos/SES

Para melhorar o atendimento, ampliar a rede de oferta de leitos e reduzir os custos de operação, a atual gestão da Secretaria Estadual de Saúde investiu em critérios técnicos para a escolha das empresas de prestação de serviços, promovendo seletivo e criando a Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh).

Com a seleção pública para Oscips, o Governo do Estado, enxugou os gastos com serviços hospitalares. As empresas vencedoras passaram a trabalhar com um plano operativo cuja execução é acompanhada por uma comissão da SES, que avalia permanentemente o desempenho das atividades. Os repasses caíram de R$ 84 milhões anuais, para R$ 66 milhões entre maio de 2015 e maio de 2016.

Para o secretário de Saúde do Maranhão, Marcos Pacheco, resgatar os princípios do SUS é prioridade. “Nós vamos fortalecer os polos regionais para garantir atendimento em todas as regiões. Por exemplo, hoje, 30% dos pacientes com câncer que são atendidos no Piauí são maranhenses. O Maranhão repassa R$ 7,2 milhões por ano para o Piauí. A inauguração do Hospital Regional de Caxias vai consolidar a oferta de atendimento de oncologia no Estado, economizar recursos e garantir que pacientes de 27 municípios daquela região tenham atendimento no próprio Estado”, destacou Pacheco.

Corpo clínico contará com 50 enfermeiros e, aproximadamente, 70 médicos em várias especialidades.

Corpo clínico dos Hospital da Baixada conta com 50 enfermeiros e, aproximadamente, 70 médicos em várias especialidades.

Novos Hospitais
Até março de 2016 o Governo do Maranhão irá inaugurar sete hospitais de grande porte em todas regiões do Estado. A regionalização da saúde deverá extinguir a procissão de ambulâncias que circulam do interior para São Luís, bem como as demandas de pacientes do Estado que procuram a rede de saúde do Piauí.

Em setembro, o governador Flávio Dino inaugurou em Pinheiro o Hospital Regional da Baixada, que já garantiu atendimento a mais de 1.300 pacientes no primeiro mês de funcionamento. Em 28 de novembro, Flávio Dino inaugurará o Hospital Regional de Caxias. Já no final de dezembro, o Hospital Regional de Santa Inês inicia os atendimentos. Nos três primeiros meses de 2016 serão inaugurados os Hospitais Regionais de Imperatriz, Bacabal, Balsas e Chapadinha.

Além da garantia de atendimento nas cidades, o Governo também investirá em estruturação de atendimento para as mais diversas especialidades. Em Caxias, onde o hospital regional será inaugurado, no fim do mês, haverá um serviço de oncologia para tratamento dos mais diversos tipos de câncer. Com a medida, o Estado atenderá a demanda de toda a Região Leste, que atualmente precisa se deslocar para Teresina em busca de tratamento.

“Vamos resgatar os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) no Maranhão. Os hospitais regionais terão gestão autossustentável. O funcionamento será garantido graças ao seletivo para escolha transparente e com critérios técnicos das empresas que prestarão serviço hospitalar”, declarou o secretário de Estado de Saúde, Marcos Pacheco.