Programa de Residência do Maranhão forma em 2018 novos médicos especialistas

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O Maranhão passa a contar a partir de 2018 com 20 novos médicos especialistas formados nos programas de residência oferecidos em hospitais da rede estadual de saúde. Desde a implantação da pós-graduação médica estadual, mais de 80 profissionais foram formados, grande parte deles absorvida em unidades públicas de saúde em São Luís e em outras cidades do estado.

A maioria da nova turma de médicos especialistas a concluir estudos no ano que vem é da área de Cirurgia Geral (nove ao todo). Entre os formandos há ainda cinco psiquiatras, cinco clínicos médicos e um ortopedista, o segundo especialista da área formado integralmente no Maranhão. A cerimônia de formatura está prevista para a segunda quinzena de fevereiro.

“A chegada desses novos médicos especialistas, qualificados dentro da realidade maranhense, agrega mais eficiência e qualidade ao serviço público de saúde oferecido à população” avalia a endócrino pediatra Ianik Leal, presidente da EMSERH (Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares), empresa pública responsável pela gestão de 70% da rede de saúde pública estadual e dos programas de residências no estado. “A intenção do governo Flávio Dino é ampliar os programas de residências, para que o Maranhão aumente o número de médicos especialistas”, aponta Ianik Leal.

Atuação no próprio estado – Dos 83 médicos especialistas formados nos programas de residência do Maranhão, 49 atuam hoje em unidades de saúde públicas do próprio estado.  “Quando a residência é feita no local de origem do médico, a tendência é ele se fixar na região. Ao fim da especialização, o hospital normalmente incorpora o médico ao seu quadro de profissionais”, explica a pneumologista e intensivista Ana Cláudia de Carvalho, chefe do serviço de residência médica estadual.

A oferta da residência no estado de origem do médico ajuda a diminuir o déficit de médicos especialistas na região, destaca o cirurgião oncológico Rodrigo Lopes, diretor clínico da EMSERH. “Antes, quando não havia a oferta de especialização no Maranhão, o médico precisava fazer residência em outro estado e acabava não voltando”, reforça.

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Atualmente estão em funcionamento oito programas de residência médica da Secretaria Estadual de Saúde (SES), distribuídos entre seis hospitais da rede estadual (quatro em São Luís e dois em Caxias). No Hospital Carlos Macieira funcionam as residências em Clínica Médica, Cirurgia Geral, Urologia e Dermatologia. O Hospital Nina Rodrigues oferece residência em Psiquiatria. No Juvêncio Matos funciona a residência em Pediatria e no Hospital de Câncer do Maranhão a residência em Ortopedia e Traumatologia. Em Caxias, o hospital regional Everaldo Aragão oferece residência na área de Clínica Médica, e na maternidade Carmosina Coutinho funciona a residência em Ginecologia e Obstetrícia.

O programa de residência nos hospitais da rede pública de saúde estadual teve início em 2009, com as especializações em Cirurgia Geral e Clínica Médica oferecidos no então Hospital Tarquínio Lopes Filho, atualmente Hospital de Câncer do Maranhão. Em março de 2012, a Rede Estadual formou os primeiros médicos residentes, cinco especialistas em Clínica Médica e sete em Cirurgia Geral.

Perspectivas para 2018 – Ano que vem serão oferecidas pelo Estado 33 vagas nos programas de residência médica do Maranhão já aprovados pela Comissão Nacional de Residência Médica(CNRM). Outras 13 vagas foram pleiteadas e dependem de aprovação da CNRM para serem oferecidas. De acordo com a Comissão de residência médica da EMSERH, das 13 vagas, seis serão oferecidas em Imperatriz(duas em Neonatologia, duas em Clínica Médica e duas em Cirurgia Geral) e sete em São Luís(duas em Neonatologia e cinco em Ginecologia e Obstetrícia). As novas turmas estão previstas para começar a partir de 1º de março.

Fonte: Comunicação e Marketing EMSERH