HTO faz cirurgias de domingo a domingo para reduzir fila de espera na ortopedia

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Hospital é referência em alta complexidade para área e tem procedimentos como cirurgias, consultas e exames preparatórios, além das sessões de fisioterapia e procedimentos de enfermagem do pós-cirúrgico. (Foto: Gilson Teixeira)

Centro cirúrgico em funcionamento sete dias por semana, 24 horas por dia, com médicos, enfermeiros e equipe multiprofissional de plantão. Com o esquema de atendimento montado para desafogar a fila de espera por cirurgias ortopédicas no Maranhão, o Hospital de Traumatologia e Ortopedia (HTO) do estado já chegou à marca de 6.605 atendimentos e procedimentos hospitalares.

Referência em alta complexidade e com procedimentos que vão de cirurgias a consultas e exames preparatórios, além das sessões de fisioterapia e procedimentos de enfermagem do pós-cirúrgico, o ritmo do hospital foi pensado para reduzir também o sofrimento dos pacientes.

“A fratura é sempre urgente, quando você quebra um osso tem necessidade de operar, não tem como dar um jeitinho e mandar embora. O paciente perde a função, fica com dor e uma sequela que pode até impedi-lo de trabalhar e ter uma vida digna”, afirma Newton Gripp, diretor geral do Hospital.

Desde a inauguração, feita pelo governador Flávio Dino em 10 de outubro, já são 141 internações cirúrgicas para realização de procedimentos complexos, como a cirurgia de alongamento ósseo, prótese de quadril, correção de fratura de fêmur e a revisão de artroplastia de quadril e joelho, operação destinada a recuperar cirurgias anteriores nesses locais.

Além disso, foram 1.580 consultas ambulatoriais, 1.763 exames de análises clínicas, 1.497 procedimentos de enfermagem; 954 raio-x; 510 sessões de fisioterapia, 67 eletrocardiogramas, 57 tomografias e 36 gessos.

Estrutura

 Desde a inauguração,em 10 de outubro, já são 141 internações cirúrgicas. (Foto: Gilson Teixeira)

Desde a inauguração,em 10 de outubro, já são 141 internações cirúrgicas. (Foto: Gilson Teixeira)

Mais de 300 profissionais compõem o corpo técnico do HTO. Desses, 45 são médicos ortopedistas, parte dos quais tem qualificação internacional. A unidade possui 44 leitos, sendo 34 de enfermaria e 10 de UTI.

Em 2014, a média de cirurgias ortopédicas realizadas no Hospital Geral, então referência, era de 30 procedimentos por mês. Apenas no primeiro mês, esse número chegou a 105 no HTO. Média que superou as metas estabelecidas pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) e que tem perspectivas de crescimento ainda maior. Para os próximos meses, a estimativa é de 400 cirurgias a cada 30 dias.

“Foi feito um estudo das filas e estabelecida a meta inicial de cem cirurgias por mês. Atualmente estamos atendendo tanto os casos que estavam há muito tempo na espera como outros casos mais recentes que estão sendo encaminhados dos outros hospitais e o resultado tem sido muito bom”, informou a diretora administrativa da unidade, Sâmia Melo.

“Nas primeiras semanas os pacientes foram recebidos, realizaram exames e preparatórios cirúrgicos. Só depois começaram as cirurgias e ainda assim conseguimos superar as metas de atendimentos, e, agora, com os pacientes já sendo direcionados para cá, o número de atendimentos vai ser ainda melhor”, completou.

O sistema de funcionamento do HTO é conhecido como “portas fechadas”, ou seja, os pacientes precisam ser encaminhados por outras unidades de saúde do estado para serem acolhidos na unidade de traumatologia e ortopedia.

Cirurgias de ombro e cotovelo, joelho, quadril, coluna, mão e microcirurgia, pé e tornozelo, trauma e ortopediatria estão disponíveis à população. Além disso, o hospital realiza atendimentos em cardiologia, cirurgia plástica, cirurgia vascular e geral, assim como acolhimento em enfermagem, nutrição, fisioterapia, serviço social e psicologia.

Fonte: Secretaria de Estado da Saúde (SES)