Governo realiza a 1ª Oficina de Acolhimento e Classificação de Risco em obstetrícia em Imperatriz

 

Foto2_Divulgação - Oficina de Acolhimento e Classificação de RiscoO Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Saúde (SES), realizou nos dias 19 e 20 de maio, em Imperatriz, a 1ª Oficina de Acolhimento e Classificação de Risco em obstetrícia do Sul do Maranhão. O objetivo dessa oficina é oferecer alinhamento conceitual e suporte à construção de planos de implantação e qualificação do Acolhimento e Classificação de Risco (A&CR) em obstetrícia.

A programação foi dividida de forma a transcorrer pelos pontos descritos no Manual de Acolhimento e Classificação de Risco em Obstetrícia do Ministério da Saúde, desde a implantação às estratégias de articulação como ferramenta favorável a organização da porta de entrada do serviço de urgência obstétrica.

“A oficina de Classificação de Risco foi um treinamento de aperfeiçoamento desse protocolo que é disponibilizado pelo Ministério da Saúde, através da Rede Cegonha. Oferecemos a oficina para os profissionais do Hospital Regional, para os profissionais da atenção básica e para os municípios da macrorregião, cerca de 42 municípios, e também para os profissionais do Tocantins. Como temos muitos funcionários novos no hospital, vimos a necessidade de realizar essa oficina e aperfeiçoar o trabalho que já desenvolvemos, nos moldes do Ministério da Saúde”, explicou a diretora administrativa do Hospital Regional Materno Infantil de Imperatriz, Tassiana Miranda Brandão.

Para Vera Figueiredo, apoiadora do Ministério da Saúde, o objetivo dessas oficinas é capacitar os profissionais e adequar as unidades de atendimento e as maternidades para que, ao atender a gestante, garantam o acesso, evitando a peregrinação em busca de atendimento, reduzindo desfechos desfavoráveis, como a morte materna ou fetal. “Nosso manual trabalha o acolhimento e a classificação de risco como prática de produção de saúde. Oficinas como estas são importantes para que a construção e a implantação dessas práticas se deem na rede de forma maciça e que a linguagem seja uma só”, disse Vera Figueiredo.

O manual foi baseado na experiência de gestores e profissionais de saúde de todo país e faz parte das diretrizes da Rede Cegonha, instituída no Sistema Único de Saúde (SUS) em 2011. O documento traz recomendações e um protocolo de referência para a ampliação do acolhimento e da classificação de risco em obstetrícia nos serviços de saúde.

Acolhimento e Classificação de Risco (A&CR)

O acolhimento abrange todo o atendimento da paciente gestante e é voltado para melhorias na escuta, atendimento e orientação familiar, construindo uma relação de confiança e compromisso. Ainda de acordo com Vera Figueiredo, desde a porta de entrada a paciente deve sentir qualidade na assistência. “O maior aliado para que haja um bom resultado é o serviço de classificação de risco. O parto é uma urgência obstétrica. A gestante passa a ser atendida de forma qualificada e em tempo adequado. Isso diminui a ansiedade, gera confiança, assegura a vida dela e ajuda no parto. Se ela está tranquila, vai produzir os hormônios necessários para agilizar o trabalho de parto”, explicou Vera Figueiredo.