Governo intensifica ações de combate às hepatites virais

Centro de Saúde oferece vacinas contra hepatites virais

Mais de 500 mil pessoas têm hepatite C e não sabem, segundo o Ministério da Saúde. No ano passado, foram notificados 26 mil casos da doença, considerada o tipo mais letal e que mais cresce no país. Às vésperas do Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais (28 de Julho), o Governo do Maranhão alerta para a importância do diagnóstico e tratamento da doença. O público em geral pode recorrer à vacina e fazer o teste rápido  gratuito nas unidades estaduais de saúde. O teste é simples e o resultado é imediato.

Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde, várias ações estão sendo realizadas ao longo deste mês alusivo às hepatites virais. Até o dia 31, as iniciativas beneficiarão a população. Em especial, aquela chamada de prioritária, com aplicação de testes rápidos, roda de diálogo sobre infecções sexualmente transmissíveis e hepatites virais (IST/AIDS), distribuição de preservativos, gel lubrificante e imunização. No domingo (28), Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, equipes farão a abordagem na Feirinha São Luís, na Praça Benedito Leite.

Segundo a diretora administrativa da unidade, Alyne Almeida, o Hospital Genésio Rêgo tem um papel importante na promoção de saúde dos maranhenses. “O Genésio cresceu muito nesses anos. Aumentamos as especialidades, somos referência em saúde da mulher e na assistência de pessoas com hanseníase. Priorizamos atender com qualidade”, destacou a diretora.

Quanto à assistência aos pacientes e à campanha “Julho Amarelo”, alusiva às hepatites virais, Alyne Almeida informou que a unidade está garantindo prevenção, por meio de vacinas e diagnóstico, com oferta de testes, além de tratamento medicamentoso.


“É muito importante que as pessoas acima de 40 anos procurem a unidade de saúde mais próxima para realizar testes e se imunizar contra a hepatite B e que os pais vacinem as crianças contra hepatite A”

alertou Alyne Almeida.

O médico hepatologista Rogério Castro explicou que, atualmente, existem medicamentos que garantem a cura, dependendo da carga viral. “No que diz respeito à hepatite C, por exemplo, nós temos uma taxa de cura muito alta, utilizando os antivirais. O percentual de cura é acima de 95%”, relatou o médico hepatologista Rogério Castro.

Há cinco tipos de hepatites: A, B, C, D e E. As duas últimas são mais comuns nos continentes Asiático e Africano. No Brasil, a preocupação é com os outros tipos de hepatites. Existem por exemplo, milhões de pessoas no país portadoras de hepatites B e C e que desconhecem. Os especialistas orientam que se não tratadas, as hepatites podem evoluir para doenças mais sérias como cirrose ou mesmo câncer. A vacinação é uma ótima forma de prevenção.

“Nós temos vacina para dos tipos de hepatites A e B. A vacina que combate a hepatite B é fundamental para prevenir a doença, só que deve ser tomada corretamente. É preciso que a pessoa tome as três doses. Devem ser tomadas de forma adequada. Isso é importante para que se evite a transmissão, porque a pessoa pode, mesmo assim, ser infectada. Mas quando você toma a vacina está imunizado, está protegido, ou seja, não vai desenvolver a doença. Infelizmente, para a hepatite C não existe vacina, mas há um tratamento extremamente eficaz”, reforçou o médico.

Nos últimos 20 anos, foram registrados 632 mil casos e mais de 70 mil pessoas morreram em decorrência de hepatites virais, sendo 76% dos casos relacionados à hepatite C, de acordo com o último boletim epidemiológico de hepatites virais do Ministério da Saúde divulgado recentemente.