Famílias encerram primeiro ciclo de tratamento e práticas integrativas na Casa de Apoio Ninar

Encerrado primeiro ciclo de tratamento na Casa de Apoio Ninar. Foto: Divulgação

No primeiro ciclo de atividades da Casa de Apoio Ninar, nove famílias acompanharam o tratamento das crianças e participaram de práticas integrativas e complementares, em São Luís.  Com atendimento gratuito e o treinamento dos demais profissionais, o serviço implantado pelo Governo do Estado fortalece a assistência em saúde no Maranhão.

Com troca de experiências e muito aprendizado, as famílias e profissionais que passaram pela Casa de Apoio Ninar compartilharam, no encerramento do ciclo de atividades, na última sexta-feira (21), o sentimento vivenciado em cada área do local. A cada três meses essas famílias devem retornar à Casa de Apoio para novos ciclos de tratamento, buscando resgatar o vínculo com o bebê.

Logo no início do atendimento, Luziete Ribeiro, mãe da pequena Danielly, estava com muitas expectativas em relação às atividades que iria realizar na Casa de Apoio. Para ela, o aprendizado impactou positivamente para os pais e crianças. “Aqui tivemos uma aproximação maior com a nossa criança. Aprendemos que podemos ter utensílios em casa para usar na reabilitação e que não é preciso ter sempre objetos caros. Notei também que os profissionais são muito atenciosos e as atividades foram bem interessantes. A palavra que resume tudo isso é gratidão”, comentou a moradora de Paço do Lumiar.

Encerrado primeiro ciclo de tratamento na Casa de Apoio Ninar. Foto: Divulgação

Entre os ensinamentos obtidos, Luziete Ribeiro ainda lembrou a possibilidade de utilizar bolas de gude para auxiliar nos exercícios destinados a melhorar o desenvolvimento do bebê e destacou a possibilidade de confeccionar objetos para chamar a atenção da criança, como por exemplo, um chocalho feito com latas de alumínio e arroz.

A fisioterapeuta respiratória Olga Guará contou que o envolvimento dos pais no tratamento dos filhos foi o destaque da semana. “Foi uma semana de expectativas, ansiedade e aprendizado também para nós. Neste primeiro ciclo houve o envolvimento e a disponibilidade muito grande da figura do pai. Eles tinham vontade de aprender e era visível que estavam internalizando tudo o que era repassado. Prova disso foi a utilização de alguns termos técnicos por eles. Havia uma vontade de aprender e isso é motivador”, pontuou.

Durante a palestra de encerramento, foi realizada exposição dos quadros produzidos nas oficinas de arteterapia e trabalhos de argila. As famílias atendidas foram dos municípios de São Luís, Paço do Lumiar, Lima Campos, Codó e Santa Luzia do Paruá.

Coordenadora da Casa de Apoio Ninar, a neuropediatra Patrícia Silva avaliou como positiva essa primeira semana. “Durante a última atividade notamos que conseguimos fazer com que cada pai e mãe resgatasse a maternagem e compreendesse que pode reconstruir diversos objetos em sua própria casa e que isso vai auxiliar muito no tratamento do bebê”, disse.

Ninhos de Cuidados 

Paralelo ao tratamento diferenciado e especializado na Casa de Apoio, o local também é um centro de formação continuada. Semanalmente, profissionais de diversas áreas participam das atividades, desde consultas médicas até oficinas de culinária. De acordo com a coordenação da Casa de Apoio, o intuito é fortalecer os profissionais que atuam nos municípios e criar espaços destinados ao tratamento com um olhar diferenciado e voltado não apenas ao tratamento, mas também à família. Uma das profissionais que passou pela Casa de Apoio contou que as experiências vividas no local servirão de estímulo para o exercício de atividades no município onde trabalha.

“Essa semana vivemos uma experiência rica. Na Casa de Apoio, notamos que as famílias têm acesso a um atendimento digno, humano e que vai além do atendimento à criança, chegando à família. Saímos daqui com uma semente e muita vontade de realizar esse trabalho também dentro do nosso município, e assim oferecer mais assistência a essas famílias”, destacou entusiasmada a assistente social de Paço do Lumiar, Érica Reis.

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