EMSERH visita Solar do Outono e faz festa para idosos

Profissionais da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares promoveram um dia especial no Solar do Outono, casa mantida pelo Governo do Estado, que fica localizada no bairro da Cohab.

Apesar do abrigo está diretamente ligado a Secretaria de Desenvolvimento Social, o suporte para acolher os idosos que vivem na Casa é realizado por outras secretarias de governo, entre elas a de Saúde, por meio da EMSERH, por exemplo. Trabalham no Solar do Outono, assistentes sociais, fisioterapeutas, nutricionistas, terapeutas ocupacionais, psicólogos. Um trabalho de acolhimento e acompanhamento que faz uma diferença substancial na vida dos idosos.

O Solar do Outono abriga atualmente 36 idosos: 18 homens e 18 mulheres. O local tem capacidade para abrigar até 40 idosos. Uma dessas pessoas que moram na Casa é a Dona Glória Maria Silva, que está no Solar do Outono desde setembro de 2018, ela destacou a assistência que tem tido na Casa, tanto afetiva quanto para os cuidados com a saúde e agradeceu pelo dia de festa que teve em programação realizada pela EMSERH. “Eu gosto da Casa, eu estou achando a programação, ótima, boa mesmo, estou me divertindo bastante e estou feliz. Aqui estamos em festa todo dia, porque somos bem tratados”, disse a sorridente idosa, que em novembro completará 76 anos.

O Projeto, que recebe o nome de “Emoções no Outono – a melhor idade quer lhe abraçar”, foi organizado pela EMSERH e contou com o apoio e participação de colaboradores de vários setores da empresa. Entre os colaboradores que estiveram presentes no dia do evento, o Gerente de Recursos Humanos da EMSERH, Ivanlins Macedo.

“Esse é um momento que a gente traz com muito orgulho para essas pessoas que moram aqui no Solar do Outono e que, às vezes, não tem o amparo familiar de um amigo ou parente, então, esses momentos são muito gratificantes para essas pessoas que estão aqui. São idosos que, de alguma forma, vieram parar aqui e necessitam de amor, carinho e atenção. A EMSERH, como administradora do local e, cumprindo o seu papel social também, trouxe essa iniciativa com uma vasta programação, garantindo a interação com esse público. Para nós, como EMSERH, é uma alegria muito grande de está participando e incentivando. Certamente esse é o primeiro de muitos eventos semelhantes que ainda vão acontecer”, ressaltou.

A programação contou com um piquenique, muita música, dança, rodas de conversa com os idosos, distribuição de brindes e, claro, muito carinho. Não faltaram abraços.

Uma das palestrantes foi Helena Gomes, assistente social do Centro de Reabilitação da Cidade Operária. Ela falou sobre a diferença entre as nomenclaturas ‘ser idoso’ ou ‘ser velho’. “A gente envelhece, muitas das vezes, quando a mente envelhece. Mas o idoso consegue manter uma qualidade de vida melhor quando ele entende a diferença entre ‘ser idoso’ e ‘ser velho’. O idoso sonha, tem planos e vive cada dia como se fosse uma oportunidade que tem em recomeçar. O velho não, ele acha que tudo está perdido, que não tem mais esperança e que ali seria o fim de tudo, e não deve ser assim. Apesar das dificuldades, das limitações que a idade traz, trabalhando isso fisicamente e psicologicamente com o idoso, ele consegue ter uma qualidade de vida melhor”, reforçou a assistente social.

“É prazeroso e gratificante. A gente se sente extremamente honrado e feliz em poder estar ajudando, contribuindo, em um momento de felicidade dessas pessoas que estão precisando da gente. Poder trazer música, maquiagem, alegria no rosto das pessoas, uma palavra de conforto, carinho e aconchego é extremamente gratificante, me sinto muito feliz em poder compartilhar desse momento”, destacou Renata Caldas, diretora do CER do Olho d’Água, que fez questão de acompanhar toda a programação.

A Diretora Administrativa do Solar do Outuno, Iracema Duarte, agradeceu e parabenizou a EMSERH pela iniciativa e reforçou na oportunidade a necessidade de interação entre a comunidade e os idosos abrigados no Solar do Outono. “É um momento muito importante, porque os idosos gostam quando as pessoas vêm fazer essas visitas. Eles interagem. A gente chama a comunidade, faz essa convocação, justamente por isso como forma de garantir essa interação. Os idosos são institucionalizados, mas eles têm as visitas externas também. Obrigado à EMSERH, por proporcionar esse momento lindo, maravilhoso, porque essa interação é o que buscamos, com a comunidade em geral. Muito, muito bom mesmo”, finalizou.