Com Hospital Regional Alarico Pacheco, famílias de Timon e regiões vizinhas têm acesso a planejamento familiar


Hospital Regional Alarico Pacheco, em Timon, oferta Programa de Planejamento Familiar (Foto: Divulgação)

O Programa de Planejamento Familiar do Hospital Regional Alarico Pacheco, em Timon, completou dois anos de assistência especializada a mulheres, homens e casais que querem regular a natalidade. Os atendimentos dos pacientes são por demanda espontânea e o objetivo é dar opção para que isto seja feito com acompanhamento médico especializado. A unidade da Secretaria de Estado da Saúde (SES) realizou 391 cirurgias de laqueadura tubária nesse período.

O programa conta ainda com a realização de vasectomia, colocação de DIU (dispositivo intra-uterino) e distribuição de preservativos masculinos e femininos. De acordo com o diretor clínico do hospital, Candilberto Filho, trata-se de uma questão de saúde pública.

“A importância maior é que se dê oportunidade dos usuários terem acesso a conhecimento de que existem métodos contraceptivos, a possibilidade de regular e organizar o processo de natalidade. Mais do que isso, é uma forma de também preservar a saúde da gestante, pois é sabido que se submeter a mais do que três cesáreas aumenta o risco de aborto, de morte materna e infantil”, disse o diretor.

Apesar do programa estar disponível também para os homens, ainda são poucos os que fazem a adesão. Desde o início da oferta do serviço, foram realizados 37 procedimentos de vasectomia.

Para a assistente social Violeta Noleto, o planejamento familiar dá à pessoa o poder de decidir sobre a reprodução de maneira programada. “Antes de tudo, nós trabalhamos com as mulheres de que elas têm o direito de decidir até quando querem ter filhos. Dessa forma, com o planejamento familiar, poderão investir em si, na saúde, na vida profissional e também na vida afetiva”, observou.

O programa segue todas as exigências do Ministério da Saúde. As consultas são feitas de forma sequencial, em dias diferentes e previamente agendadas. A cada encontro, a pessoa que estiver participando do programa recebe acompanhamento da assistência social do hospital, bem como de um profissional de enfermagem e psicologia.

Com os pacientes, são analisadas questões como idade, quantidade de filhos e se há ou não necessidades socioeconômicas. O último passo, no caso do usuário optar pela intervenção cirúrgica, é a avaliação com um médico e ginecologista, no caso das mulheres, e urologista, se o paciente for um homem.

Além da laqueadura e vasectomia, existem outros métodos contraceptivos que podem ser adotados. Como as mulheres são o principal público alcançado pelo programa, a elas são apresentadas opções como uso de preservativo, pílula anticoncepcional ou a colocação do DIU, que dura até 10 anos.

Segundo a ginecologista e obstetra Fernanda Silva Lopes, planejar uma gravidez dá condições para que a mãe ou o casal se preparem adequadamente. “Poder fazer o planejamento de uma gestação dá condições para a mãe – ou ao casal – de decidir quantos filhos quer ter, se terá condições de criá-los e também de quando poderá acontecer. Quando a gestação não é planejada, o pré-natal e a assistência à criança após o nascimento ficam prejudicados, uma vez que não houve preparo prévio”, destacou.

Submetida ao procedimento de laqueadura em dezembro do ano passado, Sheyla Silva, 35 anos, disse que a cirurgia foi a melhor opção dentre as disponíveis. “Eu já tenho dois filhos, um de 17 anos e outro de 4. Não tenho o que reclamar sobre o programa ou dos funcionários do hospital. Desde o primeiro contato, fui muito bem recebida por todos. Outro fator que me ajudou bastante foi que pude contar com a participação e apoio do meu marido desde o início”, relatou.

O que é Planejamento Familiar?

Planejamento Familiar é um conjunto de ações que auxiliam a planejar a chegada dos filhos, além de também prevenir a gravidez não planejada. De acordo com a Lei nº 9.263, de 12 de janeiro de 1996, que regula o parágrafo 7º do artigo 226 da Constituição Federal, o planejamento familiar é parte integrante do conjunto de ações de atenção à mulher, ao homem ou ao casal, dentro de uma visão de atendimento global e integral à saúde.

Fonte: SES